sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Tempo

Eu gostava tanto de sentar em algum lugar aberto e sentir o ventinho batendo, o cheiro de fim de tarde, as nuvens formando chuva...
Gostava de comida quente, feita na hora.
Ouvir uma música e me sentir bem.
Dormir a tarde num dia frio.
Pensar no futuro e em como as coisas poderiam mudar pra melhor.
Beber coca-cola geladinha.
Sentar na calçada com minhas amigas e conversar.
Passear de carro pela cidade.
Tomar banho de cachoeira.
Ir pra Araraquara nas férias, ficar na Giovana, brigar com ela e com minha irmã.
Almoçar na tia Lice na quarta-feira, comer pizza na tia Melanie, fazer churrasco no SESI.
Gostava de conhecer uma coisa que ninguém conhecia e explicar como funcionava.
Chegar em casa depois do trabalho e implicar com minha vó.
Bolinho de carne da Izinha.
Lasanha da minha mãe.
Ganhar picolé de manga do meu pai.
Posso ainda gostar de todas essas coisas, acontece que o prazer de antes não existe mais. O frescor da vida, a vontade de fazer tudo ficar bem, das coisas darem certo, isso não há mais dentro de mim. E acredito que em cada um de vocês que envelhecem junto comigo o sentimento é parecido. Só não sei explicar por quê.
Eu gostava de ter saudade do Emiliano a cada fim de domingo, hoje não gosto mais.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Minha vida doméstica

Moro sozinha há 1 ano e 4 meses, e quem me conhece sabe que antes disso eu não sabia acender o fogão e esquentar água.
Ainda bem que a vida é uma constante evolução, porque agora já sei fazer algumas coisas. Apesar da preguiça, sei cozinhar um pouco. Faço arroz (empapado), macarrão, strogonoff (salgado), omelete (queimada), até fiz sopa de feijão uma vez, e o Emiliano disse que tava ótima.
Sei também limpar a casa, passar pano no chão, lavar o quintal, sei que não posso colocar teflon no microondas porque ele explode, tenho o telefone do mecânico pra quando mando trocar o filtro de gasolina, não encaixam direito e meu quintal quase pega fogo porque a gasolina escorreu. Sei de muitas coisas.
Mas de uma coisa ainda não sei: por que raios o meu chuveiro resolveu queimar numa segunda-feira. Não sei se tomo banho gelado ou se fico no pano úmido até o Emiliano chegar, daqui 3 dias.
Tem dias que odeio morar sozinha.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Sobre o fim de uma era

Há mais ou menos quatro anos recebemos em casa a visita do Paulo, amigo da minha irmã. Além de seu violão, ele também levou os dvds da primeira temporada de Lost.
Já tinha ouvido falar algo sobre esse seriado, o Emiliano já tinha assistido alguns episódios e falou bem. Eu, como sempre, não queria assistir porque sabia que animais morreriam no decorrer da série. É incrível como as pessoas gostam de matar bichos em filmes e seriados! Detesto isso.
Mas naquela noite eu não tinha nada de melhor pra fazer, por isso resolvi sentar na frente da tv e assistir com eles o primeiro episódio. Começou ali um ciclo que só seria encerrado quatro anos depois.
Passei muitas quintas-feiras de 2007 tentando baixar episódios da terceira temporada, um verdadeiro sacrifício pra quem tinha internet via-rádio. Perdia horas e horas lendo o blog "Dude, we are Lost!" pra ficar por dentro de cada nova teoria que surgia. Cultivei uma paixão platônica por Sayid, meu pupilo (vamos combinar que o cara foi FODA até o fim!). Confesso que a espera pela quarta temporada me fez desanimar um pouco, por isso a partir de 2008 passei a esperar juntar uns 4 ou 5 episódios para assisti-los de uma vez. Não via a hora de chegar a tão comentada sexta e última temporada. E ela chegou.
Em meio a muitas críticas, vi Lost chegar ao fim, mas ainda esperei uma ou duas semanas para assistir. Queria ver junto com o Emiliano. Enquanto isso, ouvia e lia críticas e mais críticas. Mas resolvi não dar ouvidos a ninguém e, finalmente, assisti o fim de Lost, o fim de uma era, e quero também dar minha humilde opinião.
O que não foi explicado pra mim não interessa. Tô me lixando do por quê a estátua ter quatro dedos, não quero saber o que aconteceu com o Walt. Pra mim já tá mais do que explicado que o Walt seguiu sua vida normal fora da ilha e pronto.
As pessoas se focaram nessas banalidades e não viram quantas coisas lindas aconteceram. Quanta coisa boa os autores tentaram nos passar.
Eu gostei e foi além da minha expectativa. Chorei de soluçar por uns 40 minutos e só agora tô conseguindo falar alguma coisa sobre isso.
No fim das contas, tudo que a gente procura nessa vida, não importa qual caminho decidimos seguir, é o amor. O amor constrói laços, o amor destrói famílias, o amor basta para unir e desunir pessoas, o amor SALVA o mundo.
Penso eu que foi essa a lição que Lost quis passar a todos nós. Pelo menos foi o que eu consegui pescar, e me fez muito feliz.
Não tenho teorias pra ficar falando muito tempo sobre isso, mas quero dizer que tá aprovado e aconselho a todos a pegar leve na vida e em Lost. Afinal de contas, é só um seriado.
Um grande foda-se a todos que perderam noites e noites criticando e fazendo vodu para os autores da série.
Sosseguem seus corações, "all we need is love", Jack nos ensinou.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Juventude bonita (by Marcelo Camelo):
Há tempos não acontece nada publicável na minha vida. Desde o acontecimento dos Mamonas Assassinas.
Quer dizer, fui em trocentos casamentos, chorei em todos, mas não tô numas de ficar falando de casamento.
Só passei pra dar um oi mesmo. E quando passo pra dar um oi é porque a coisa tá preta pro meu lado. Enfim, vim aqui só pra ter um clima de novidades nesse blog cheio de mofo e teia de aranha.
Espero voltar com novidades quentes.
Beijos,
tia Clara.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Mamona-na-nas

Faz um mês, mais ou menos, que entrei em uma determinada sala do quinto ano e um pentelho pediu pra eu colocar um cd. Perguntei que cd era. Ele disse que era dos Mamonas Assassinas, que era muito legal e eu tinha que escutar. Haha. Coitadinho. Mexeu com a pessoa errada.
Dai eu disse que não podia tocar aquele cd na classe, primeiro porque não tinha nada de música na minha rotina (muito menos música dos Mamonas), segundo que mesmo se tivesse eu não poderia por pra tocar um cd que contém tanto palavrão, que as chefes iam me esfolar viva e blablabla. Mas que eu conhecia Mamonas e adorava. Que eu estava muito além deles, pobres crianças que só os conhecem pelas músicas e um dvdzinho mal feito. Que eu já tinha ido a um show deles. SIM! Eu fui num show dos Mamonas Assassinas! O menino duvidou e deu risada da minha cara. Como eu já disse, ele mexeu com a pessoa errada. A pessoa dona deste blog é totalmente apegada às coisas materiais. Eu fucei nas minhas caixas e encontrei uma das minhas trocentas agendas antigas, e dentro dela havia metaaaaaade do ingresso do show! Juntei com minha super pasta de recortes de revistas de 95 e 96 e vou levar t.u.d.o amanhã pra esfregar na cara do moleque!
Agora é sério. Os Mamonas foram meus primeiros ídolos. Chorei horrores quando eles morreram, ficava trancada no meu quartinho de estudos fazendo paródias das músicas deles, um horror mesmo. Eu tinha 12 anos quando, no dia 30 de novembro de 1995, meus pais me levaram pro show deles lá em Araraquara. Nunca tinha ido a um show, nunca tinha visto uma coisa tão linda daquelas antes, aquelas guitarras do Bento, aquele solo de bateria do Sergio, aquele carisma do Dinho... foi uma das melhores coisas da minha pré-adolescência, senão a melhor. Depois disso fudeu tudo de vez, meus pais se separaram, eu fui embora e virei essa louca que vocês conhecem.
E a louca vai esfregar a felicidade estampada em meio ingresso na cara de seus 20 aluninhos de 10 anos amanhã! Torçam por minha vitória.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Hoje, segundona, o dia começou errado, tá errado e provavelmente a semana toda vai ser errada. Dia perfeito para entoarmos nosso querido hino!

"Eu NÃO SOU DA SUA RUA (porra)
Eu NÃO SOU O SEU VIZINHO (cacete)
Eu moro muito longe
S.O.Z.I.N.H.O (entendeu? Sozinho)
Estou aqui
DE PASSAGEM"
Marisa Monte

De passaaaageeemmmm, seus bosta.

domingo, 18 de abril de 2010

Tá tudo errado... o São Paulo perdendo, o feriado no meio da semana, o Marelo comendo cobertor, o bendito berço queimado, a noiva entrando sozinha, a psicóloga que só dá conselho que eu já sigo faz tempo, a sandália que custa caro, fora a parte séria da situação, tudo errado, tudo tudo tudo... o que fazer nessas horas?