sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

O que estou lendo?

Já que estou sem facebook (e com tempo de sobra, consequentemente), postarei mais por aqui. Pra mim mesma. Pra posteridade.
O primeiro livro do ano foi "Manifesto do Nada na Terra do Nunca", do Lobão. Ele é louco, disso todo mundo já sabe. No livro, Lobão falou mal do partido para o qual um dia fez campanha. Sim, o PT. Não sabia desse ponto fraco na vida dele. Foi uma leitura rápida, tentando não dar atenção às palavras difíceis que Lobão costuma usar. Ele também falou mal d´A Liga, do Brasil e dos brasileiros. Não tenho como concordar com ele. Tampouco discordar.
Fonte: Pai Google

Em seguida, comprei "A culpa é das Estrelas", de John Green, por indicação da minha irmã. Um tema pesado, mas a forma com que o autor escreve faz com que fique leve e bonito. Fala sobre Hazel e Augustus, dois adolescentes que sofrem de câncer. Ela, em estado terminal. Ele, temporariamente curado. Se não fosse o Matias em volta de mim me chamando, me gritando, me pedindo leite com nescau no copo do Cebolinha, eu teria chorado em algumas partes. Li em dois dias, indico e até empresto.

Estou lendo agora "Chá de Sumiço", o novo da Marian Keyes. Vocês já sabem que sou fã da Marian, já falei por aqui. O livro conta a história da última irmã Walsh, Helen. Já teve o livro da abandonada Claire (Melancia), da viciada Rachel (Férias), da certinha Margaret (Los Angeles) e da melancólica Anna (Tem Alguém Aí?!). Agora é a vez da doidinha de pedra. Estou no começo, mas já dá perceber os traços de Marian Keyes: detalhista e cheio de descrições, porém sagaz e envolvente. Usa humor e algum tema sério. Desconfio que o tema sério da vez é sobre uso abusivo de remédios.

Volto depois, pra falar da minha busca por um segundo emprego.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Felicidade

"Haverá o dia que você não haverá de ser feliz", canta Marcelo Jeneci. E, normalmente, esses dias tristes são muito mais contantes do que os felizes.Não sei se pra vocês, mas pra mim sim.
É quando você ouve alguma coisa que não gosta de alguém que você ama muito. Ou quando, lá no trabalho, acontece um fato que você considera injusto. Ou dá saudade de alguém que você não pode mais ter, nem ver, nem ouvir. A flor que você cultiva com tanto carinho morre. Seu cachorro está longe. Você não tem forças pra limpar a casa, que está fedendo de tanta bagunça. Quer algo material que ainda não pode comprar. Qualquer outra coisa mais séria. Ou menos séria. O fato é que o ser humano é triste, na maioria do tempo. Mas tem resquícios de felicidade no meio do caminho.
E você, um belo dia, acorda sorrindo. Teve um sonho bom. Comeu um doce. Falou com alguém que não tinha notícias havia tempo. Visitou um berçário! E você percebe, então, que "felicidade é questão de ser".
Para Sophia e todos os bebês que virão.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Memória

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão

Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.

Carlos Drummond de Andrade

É compreensível que se sofra a ausência de uma pessoa pelas redes sociais. A falta é tão dolorosa que se quer eternizar um pedacinho da pessoa escrevendo, postando fotos, lamentando eternamente. Não o faço porque acredito que não devemos ser egoístas a esse ponto. Minha crença é essa: quanto mais a gente sofre e chama daqui, mais a pessoa não aceita estar lá. E é por isso que não lamento todos os dias pelo Facebook.
Já perdi algumas pessoas importantes na minha vida, mas nenhuma faz a falta que tenho da minha avó Irene. Não nos dávamos bem. Eu não tinha paciência com ela, que queria me controlar o tempo todo. Foram várias brigas homéricas. Maço de dinheiro jogado no chão. Chacoalhões e tapas na cara. Mas tínhamos nossos bons momentos, e na maioria do tempo estávamos bem. Sentávamos na sala para assistirmos juntas algum programa de tevê, almoçávamos falando de algum acontecimento da cidade... De vez em quando ela me dava algum susto, como na noite em que saiu para jogar baralho na vizinha, como de costume, mas só voltou às 5h30 da manhã. Fiquei acordando de hora em hora, preocupada com sua demora. Certo dia estava na piscina com minhas amigas, que ficaram botando pilha para que ela viesse nadar com a gente. Colocou seu maiôzinho e pulou de ponta na piscina. Soltei um grito de medo dela bater a cabeça no fundo, mas saiu nadando feito um tranquilo peixinho.
Quando ela se foi, fiquei uns meses sem rezar a noite, um costume que tenho desde criança. Culpava Deus de tê-la levado de nós. Mergulhei numa dor estranha, não acreditava que seria feliz outra vez. Não fiquei doente, mas também não me sentia bem em nada do que fazia. O tempo passou e entendi que Deus não tem culpa de nada, que as pessoas morrem quando ficam velhas e que ela já tinha feito o suficiente por mim. Então ficou uma espécie de amadurecimento, uma fase finalizada da vida. O amor não morre. A ausência permanece. A vida nunca mais volta a ser o que era. Mas temos que fazer uma escolha. Ou nos prendemos àquela dor ou seguimos com nossas vidas. Há muitas pessoas que virão para amarmos, há novos caminhos para trilharmos, há sempre a sabedoria deixada por essas pessoas para nos espelharmos.
Não me apego ao sofrimento por sua ausência, mas a falta que ela faz para minha família- e para mim- está sempre aqui. O cheiro da sua roupa de cama, da sua toalha, das suas coisas, eu nunca mais vou sentir. E é o que mais estou sentindo falta neste momento.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Desabafo

Preciso perder essa mania de vir aqui só pra desabafar. Deveria, como professora que sou, criar um blog sobre minha matéria, com dicas de gírias e expressões, músicas e formas fáceis de se aprender inglês. Daí então o blog faria sucesso entre alunos, professores e colegas e, quem sabe um dia, estaria estampado nas páginas de destaque do site da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo.
Foda-se.
Prestes a completar 29 anos, o último da casa dos 20, estou a ponto de explodir. As preocupações vão se aglomerando na minha cabecinha e parecem não querer sair.
O trabalho me exige viajar 40 minutos por dia, dois dias em uma periferia e os outros dois em uma favela. Como funcionária pública que sou (e adoro ser), poderia tirar licença e ficar em casa cuidando da minha vida. Mas meus alunos carentes dependem de mim para aprender, as professoras de sala dependem de mim para preparar suas aulas no período em que estou com os "santos diabinhos" e eu simplesmente fico com remorso de tirar uma simples abonada.
O curso do Estado me exige perder algumas horas semanais pra ler textos hipócritas e dissertar sobre coisas que sei que não funcionam. Mas não posso deixar de fazer e perder a bolsa que é um desperdício de dinheiro muito grande do governo, mas dependo dela pra pagar meu casamento e não posso negá-la.
Ah, claro, tem o casamento, que exige há quase dois anos que eu fique fazendo pesquisas, tentando economizar e fugindo de pessoas inconvenientes que, não apenas se convidam, mas incluem toda sua familia nesse convite: gato, cachorro e genro.
Tem o concurso de São Paulo, que quero passar, mas não tenho tempo de estudar. E, quando tenho tempo, não tenho ânimo.
Ficar respondendo grupo político no facebook virou moda. E lá vou eu ficar vigiando as pessoas pra ver se elas não falam nenhuma besteira, quando podiam estar fazendo algo mais útil de suas vidas, como trabalhando, estudando ou algo do tipo.
Me preocupo demais com as coisas, com as pessoas e esqueço de mim, na maioria das vezes. É fato que, aos 28, fiquei mais desbocada, impaciente e não deixo mais de falar as coisas com medo da pessoa se magoar. Só que tem hora que enche o saco ficar discutindo, brigando, argumentando. Dai o blog serve pra isso, pro que vim fazer agora.
Mas um dia isso muda! Um dia farei um blog sobre minha profissão, minha matéria, com dicas de gírias e expressões, músicas e formas fáceis de se aprender inglês. Daí então o blog faria sucesso entre alunos, professores e colegas e, quem sabe um dia, estaria estampado nas páginas de destaque do site da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo.
Foda-se.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Estamos em maio...

... e eu já não tô dando conta desse ano cheio de reviravoltas.
Sabe, gente, era pra ser um ano sabático.
Eu iria toda semana fazer drenagens linfáticas, massagens, limpezas de pele, todos os tipos de yoga, clareamento dental, depilação a laser, tratamentos ortomoleculares.
Ficaria o ano inteiro escolhendo a cor do bordado da toalha e a música da primeira dança.
Tomaria banho com pétalas de rosas e sal grosso.
Levaria os meninos ao petshop toda semana.
Hidrataria minhas madeixas.
Testaria novas receitas.
Cá estou.
Minha terceira mudança de emprego, minha eterna mudança de casa (que já está durando cinco meses), minha briga com os vizinhos chatos que não gostam de cachorros que uivam.
Vem ni mim, 2013, quero descansar.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Para Águas de Santa Bárbara

No dia 02 de março de 2009 estava eu entregando todos os meus documentos na Prefeitura Municipal a um homem chamado Flávio. Dei minhas aulas de Oficina de Texto para as segundas séries e fui correndo pra minha nova moradia, pensando em tudo aquilo que estava acontecendo na minha vida. Era tudo diferente: cidade, escola, matéria, colegas. Estava assustada, mas ansiosa por tudo que estava por vir.
A adaptação, quase não vi. Aos poucos fui arrumando minha vida: manicure, depilação, alguém pra lavar e passar minhas roupas. Em um ano aquela já era a cidade que poderia viver pelo resto da vida. O tal Flávio da prefeitura virou Flavião, marido da minha amiga Japa. As colegas foram virando amigas. Vários bebês nasceram. As terapias em grupo foram crescendo. A cidadezinha ganhou cheiro de terra molhada (pela nascente de água que existe por lá) e sabor de chocolate (da Nina Bombons). Aprendi a cozinhar. Aprendi a lutar Muay Thai. Ganhei amigos na academia.
Mas paralelamente a isso, meu amor pelo Emiliano foi se solidificando e a vontade de ficar junto também crescia a cada dia. Comecei a ficar confusa, a por na balança essas duas coisas. Fiquei doente e não conseguia mais passar os fins de semana lá. Ganhei uma psicóloga muito legal, filha de uma também professora e amiga. E tudo isso me ajudou a tomar a decisão de hoje.
Dia 02 de março de 2012, pedi exoneração. Como disse Flavião, fui pro arquivo morto de Águas de Santa Bárbara. Não está sendo fácil, já dizia Kátia, a Cega (não a mamãe do Raul e da Rafaela). Parece que alguém morreu. Chorei tanto, pensei tanto se é um erro, se não é. Chego à conclusão que não, pois preciso seguir meu caminho, dar espaço no meu coração pra minha vida familiar entrar. Mas as amizades que ganhei por lá são especiais. Sempre vai ter um Fórum de Educação, um carnavalzinho, um churrasco (que eu mato se ninguém me chamar).
Obrigada, cidadezinha.
Obrigada, companheiras de ensino.
Obrigada, pessoal da academia.
Fecho um ciclo muito bonito hoje, no qual tenho orgulho de ter vivido.
Pra terminar, a última frase que ouvi de minha queria e sarcástica (ex) diretora- quem conhece a peça, vai dar risada!
"O AMOR FAZ MUITAS BURRICES"


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Sua vida já ficou, em algum momento, paralisada?
Eu não tenho medo de mudanças. Não fiquem preocupados com isso, pois já morei em tantas casas, tantos lugares, tive que fazer tantas amizades, me virar tantas vezes sozinha, que esse é o menor dos problemas.
Eu me adapto tão bem às coisas porque não tenho um habitat natural.
Só não posso (não consigo) viver sem:
-quatro cachorros
-um emprego
-um emiliano

Então, é assim: eu tinha quatro cachorros e um emprego. Agora só tenho um emiliano. Os quatro cachorros logo chegam até mim. O emprego está em outra cidade. E o grande ponto de interrogação prevalece e permanece em minha vida.
Espero voltar com ótimas notícias.